sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Função endotelial e arterosclerose

Função endotelial e arterosclerose

Os vasos sanguíneos são formados por várias camadas, sendo o seu interior – a parte que está em contacto com o sangue – revestido por uma “película” formada por uma camada de apenas uma célula de espessura – esta camada é o endotélio. são estas células que regulam a tonicidade dos vasos e a defesa face a uma agressão vascular – normalmente uma agressão mecânica. O endotélio fabrica um gás chamado oxido nítrico o qual tem a capacidade de fazer dilatar os vasos sanguíneos. As agressões endoteliais, seja o colesterol LDL oxidado seja a homocisteína (um subproduto do aminoácido metionina) ou outra qualquer, têm como resultado final a alteração da capacidade de produção de oxido nítrico e portanto a disfunção endotelial. Claro que actualmente há um bloqueio da produção deste gás por causa da ingestão excessiva de frutose, mas este não é o mecanismo maior da disfunção endotelial.
E quais são as funções do Oxido Nítrico?
  • Relaxa e faz aumentar o diâmetro dos vasos sanguíneos
  • Facilita o desenvolvimento e a manutenção da função eréctil
  • Actua como neurotransmissor envolvido na memória de longa duração
  • Modula a libertação de outros neurotransmissores
  • Mantém a tensão arterial dentro dos parâmetros normais
  • Promove uma imunidade eficaz
  • Tem um papel crucial na coagulação sanguínea

Arterosclerose :

Aterosclerose, ou doença aterosclerótica, é uma afecção de artérias de grande e médio calibre, caracterizada por lesões com aspecto de placas. Essas placas são conhecidas como ateromas. A doença cardiovascular aterosclerótica é responsável pela metade da morbidade e mortalidade em todo o mundo.
Este processo se inicia desde a infância e as manifestações clínicas ocorrem mais tarde, na vida adulta. A doença aterosclerótica coronariana é o principal vetor de mortalidade. Entretanto, as doenças cerebrovasculares (ligadas aos vasos que irrigam o cérebro) e vasculares periféricas (ligadas aos vasos dos membros inferiores e superiores - pés e braços) são também importantes fatores de morbimortalidade.
 video explicativo sobre arterosclerose


REGULAÇÂO DA PA E EXERCICIO

REGULAÇÂO DA PA E EXERCICIO


Pressão artéria (PA)
É a pressão exercida pelo sangue sobre os vasos
Pressão arterial sistólica – geralmente este valor é denominado de pressão arterial máxima, e é correspondente ao valor medido no momento em que o ventrículo esquerdo bombeia uma quantidade de sangue para a aorta. Normalmente este valor pode variar entre os 120 a 140 mmHg, sendo estes os valores mais comuns para que tenha a sua pressão dentro dos valores normais.
Pressão arterial diastólica – normalmente este valor é conhecido como a pressão arterial mínima, correspondente ao momento em que o ventrículo esquerdo volta a encher-se para retomar todo o processo da circulação. Este valor geralmente está dentro da média dos 80 mmHg.




Regulação da PA


Curto prazo:

Barorreceptores ou Pressorreceptores.
    - 1º linha de defesa na regulação da pressão arterial;
    - São terminações nervosas livres e ramificadas;
    - Situados no arco aórtico e no seio carotídeo;
    - Chegam ao bulbo na região do núcleo do trato solitário (NTS);
    - Possuem tônus contínuo e normal;
    - São sensíveis às contrações e distensões dos vasos onde situam-se, são mecanorreceptores.



   


2. Quimiorreceptores –
    - Resposta rápida (pós-barorreceptores);
    - Respondem às alterações:
        - Baixa do pH (acidose);
        - Baixa da pressão parcial de oxigênio;
        - Alta pressão parcial de gás carbônico.

Este conjunto de alterações descritas acima aumentam a pressão arterial (PA).
Como resposta dos quimiorreceptores:
    - Bradicardia;
    - Aumento da RVP (prefere transportar oxigênio sob alta pressão para uma maior troca tecidual);
    - Vasodilatação pulmonar.
    - Situados junto aos barorreceptores (artéria aorta e carótida) e também no bulbo (sistema nervoso central).
3. Sistema renina-angiotensina aldosterona vasopressina (ADH).
    - Sistema renina-angiotensina controla a osmolaridade do meio interno juntamente com a aldosterona e também com a vasopressina.
    - A renina é sintetizada pelas células justaglomerulares do rim. Estas células situam-se nas paredes das arteríolas aferentes do corpúsculo renal.
    - A renina é uma enzima proteolítica atuando no substrato da renina (angiotensinogênio – proteína plasmática) transformando-o em angiotensina I.


 Função renal –
    - A longo prazo.
    - O aumento da pressão arterial é sentido na artéria renal. Assim haverá uma maior filtração pelo glomérulo e uma maior eliminação volumétrica realizando a queda da pressão arterial.
Diagrama mostrando os principais mecanismos envolvidos na regulação da pressão arterial e os locais de ação dos agentes anti-hipertensivos.









Q,FC,VS

Q,FC,VS




FC
Regulação intrínseca
Nodo sinoatrial

Regulação extrínseca

Sistema nervoso  neurovegetativo
Simpático -enerva todo o músculo cardíaco
Hormônio liberado-adrenalina e noradrenalina
Aumenta FC
Parassimpático - enerva principalmente o nodo sinoatrial através do nervo vago
Hormônio lliberado-acetilcolina
Diminui FC

 Treinamento físico e FC
-Aumenta tônus vagal= bradicardia
-Redução da ação simpática
-Atletas tem menor esforço do músculo cardíaco  -volume sistólico maior

Volume sistólico

Regulação VS
Depende da pressão e do volume de sangue que chega ao coraçõa

Pré carga

Relacionado ao retorno venoso
Bomba muscular: contração do músculo estriado esquelético
Bomba respiratória: pulmão
Venoconstriçaõ: quanto maior constrição venosa maior retorno venoso

Obs;
Frank – Starling Quanto mais volume chegar ao coração ,maior será a distenção maior força de contração

Pós carga:

Determinada pela resistência vascular periférica (RVP)
-diretamente proporcional a viscosidade do sangue
-diretamente proporcional ao comprimento do vaso
-inversamente proporcional ao diâmetro do vaso(a quarta potencia)

O exercicio aumenta o VS através do
Aumento da  FC
Vasodilatação muscular
Aumento atividade simpática
Aumento da pré carga
Aumento da pós carga
Aumento das bombas muscular e respiratória
Aumento contração cardiaca


PÂNCREAS DIABETES E EXERCÍCIO

PÂNCREAS DIABETES E EXERCÍCIO
O pâncreas é tanto uma glândula exócrina quanto endócrina. As secreções exócrinas incluem enzimas digestivas e bicarbonato, os quais são secretados nos ductos que levam ao intestino delgado. Os hormônios liberados de grupos de células da porção endócrina do pâncreas denominado ilhotas de langerhans, incluem a insulina e o glucagon.
Insulina: é secretada das células beta das ilhotas de langerhans. É o hormônio mais importante durante o estado absortivo, quando nutrientes do intestino delgado estão entrando no sangue. A insulina estimula os tecidos a captar moléculas de nutrientes, como glicose e aminoácidos, e as armazenam sob a forma de glicogênio, proteínas e gorduras. Seu desempenho mais observável é na difusão facilitada de glicose através de membranas celulares. A ausência de insulina ocasiona uma alta concentração de glicose no plasma, uma vez que os tecidos não captam. Os níveis plasmáticos superiores de glicose podem superar a reabsorção nos rins e a glicose é eliminada na urina carregando enorme quantidade de água. Isto se chama diabetes mellitus. A secreção de insulina é influenciada por vários fatores: concentração plasmática de glicose, concentração plasmática de aminoácidos, estimulação nervosa simpática e parassimpática e inúmeros hormônios. A taxa de secreção de insulina depende do nível de estímulos excitatórios e inibitórios às células beta do pâncreas. A concentração sanguínea de glicose é uma fonte importante de estímulo que faz parte da retroalimentação negativa; à medida que a concentração de glicose aumenta (após a refeição), as células beta monitoram diretamente esse aumento e secretam insulina adicional para aumentar a captação tecidual de glicose. Esta captação aumentada reduz a concentração plasmática de glicose e a secreção de insulina é reduzida.
Glucagon: secretado pelas células alfa das ilhotas de langerhans exerce um efeito oposto ao da insulina. Sua secreção aumenta em resposta a uma baixa concentração plasmática de glicose, monitorada pelas células alfa. O glucagon estimula a mobilização tanto de glicose de reservas hepáticas quanto de ácidos graxos livres do tecido adiposo. A sua secreção também é influenciada pelo sistema nervoso simpático.
Diabetes
É uma doença caracterizada por uma deficiência absoluta (tipo1) o relativa (tipo 2) de insulina que produz hiperglicemia (aumento da concentração de glicose no sangue). O diabete tipo 1, insulino-dependente, manifesta-se principalmente em indivíduos jovens e está associado a infecções virais. Os sintomas de advertência são: micção frequente, sede exagerada, fome extrema, perda rápida de peso, fraqueza, fadiga, irritabilidade, náusea e vômito. Como os do tipo 1 não produzem insulina, eles dependem da insulina exógena (injetável) para manter a glicemia dentro dos parâmetros normais. O diabete tipo 2 desenvolve-se mais lentamente e mais tarde na vida. Representa 90% a 95% de todos os diabetes e está ligada principalmente a obesidade androide. O aumento da massa de tecido adiposo acarreta resistência à insulina, a qual esta disponível em níveis normais no corpo. O tratamento do diabético tipo 2 inclui dieta e exercício.
Diabetes e o exercício
O exercício aumenta a velocidade à medida que a glicose é captada no sangue. Desta forma, o exercício tem sido visto como útil no tratamento para regular a glicemia do diabético. No entanto, o efeito benéfico do exercício depende do controle da sua glicemia antes de iniciar o exercício. A falta de insulina causa a cetose, uma acidose metabólica resultante do acúmulo de quantidade grande de corpos cetônicos. O diabético tipo 1 que estava controlado apresenta diminuição de glicemia em direção a valores normais durante o exercício, sugerindo melhor controle. Por outro lado, os diabéticos tipo 1 que não injetaram quantidade adequada de insulina antes do exercício apresentam aumento da glicemia. Por que houve esta diferença? O diabético controlado possui insulina suficiente, de modo que a glicose pode ser captada pelo músculo durante o exercício e neutralizar o aumento normal da liberação da glicose pelo fígado devido à ação de catecolaminas e glucagon. Em contraste, o diabético com insulina insuficiente apresenta apenas um pequeno aumento da utilização da glicose pelo músculo, mas apresenta aumento normal da liberação de glicose do fígado. Isso, é claro, causa uma elevação da glicemia acarretando hiperglicemia. Se um diabético insulino-dependente iniciar o exercício com excesso de insulina, a velocidade com que a glicose plasmática é utilizada pelo músculo será acelerada, enquanto a liberação de glicose do fígado diminuirá. Isso causa uma resposta hipoglicêmica muito perigosa. Esta informação é crucial pra a prescrição de exercícios a diabéticos.
Diabetes tipo 1
A principal preocupação quando o exercício é prescrito para o diabético tipo 1 é evitar a hipoglicemia. Isso é possível por meio de um rigoroso auto-monitoramento da glicemia antes, durante e após o exercício, e da variação da ingestão de carboidratos e da quantidade de insulina dependendo da intensidade e da duração do exercício e da aptidão física do indivíduo.
Referência bioenergética antes da atividade física:
·   Evitar atividade física se a glicemia de jejum for maior que 250mg/dl e a cetose estiver presente.
·   Ter cautela se a glicemia for maior que 300mg/dl sem cetose.
·   Monitorar a glicemia antes e após a atividade.
·   Identificar quando houver necessidade de alterações de insulina ou de ingestão alimentar
·   Aprender com a glicemia responde a diferentes tipos de atividade física.
·   Consumir mais carbohidrato conforme a necessidade para evitar a hipoglicemia.
·   Alimentos a base de carbohidrato devem estar prontamente disponíveis durante e após a atividade física.
Diabetes tipo 2
Os diabéticos tipo 2 não apresentam a mesma flutuação da glicemia durante o exercício como os diabéticos tipo 1. Entretanto, aqueles que utilizam medicamento oral para estimular a secreção de insulina podem ter que diminuir a dosagem para manter uma glicemia normal (100). Prescreve-se: melhorar o VO2 máximo, atividade aeróbia dinâmica realizada a 50%-90% da frequência cardíaca, durante 20 a 60 minutos, quatro a sete vezes por semana; treino de força é recomendado, a frequência deve ser de quatro a sete vezes por semana para promover o aumento sustentado da sensibilidade à insulina e favorecer a redução e a manutenção do peso. Os indivíduos devem se esforçar para despender um mínimo de 1000 kcal por semana com todas as atividades físicas.       


GÔNADAS E EXERCÍCIO

GÔNADAS E EXERCÍCIO
Sempre lembrando que as gônadas são influenciadas por LH/FSH. São hormônios hipofisários. A hipófise é estimulada pelo GNRH que é o hormônio de liberação das gonadotrofinas que é hipotalâmico. Aqui diferente das outras glândulas temos duas gônadas que são os testículos e ovários.
No homem a secreção de LH/FSH é mais estável. Ela tem pouca variação dia-dia, hora a hora. Em compensação a secreção de LH/FSH na mulher é pulsátil, temos pulsos de hormônio, significa que a cada momento temos flutuações. Isto gera na mulher uma ciclagem hormonal que não existe no homem.
Na mulher o ciclo hormonal normal é de 28 dias. Logo no início do ciclo temos um aumento do LH/FSH que estimula a formação de folículo. Estes pulsos de LH/FSH vão estimular a maturação folicular e em consequência a maturação do óvulo. Quando o folículo começa a crescer ele começa a produzir estrógeno que vai aumentar e inibir o LH e FSH. O estrógeno funciona induzindo a angiogênese. O folículo depois de suficientemente aumentado ele rompe e cai a secreção de estrógeno. Vamos liberar o eixo hipotálamo-hipofisário que estava sendo inibido pelo estrógeno e aí temos um pico de LH/FSH. De 16 a 24 horas após o pico vai haver o desprendimento do óvulo do interior do folículo, fenômeno chamado de ovulação no décimo quarto dia. Após, o líquido intracelular que também sai junto com o óvulo e assume função secretória formando o corpo lúteo. Este corpo vai secretar a progesterona e esta que vinha baixa vai aumentar, o estrógeno que caiu volta a subir e temos a elevação tanto de estrógeno como progesterona e neste caso LH/FSH permanecem baixos. O estrógeno e progesterona estão altos porque a menina acabou de ovular e a função dos dois é manter o óvulo viável por até 72 horas, tempo para a fecundação. Após este tempo ele começa a degenerar, se o óvulo não for fecundado todo o processo secretório entra em falência e tudo volta aos níveis de normalidade. Os estímulos se perdem e a secreção de estrógeno e progesterona cai, o corpo lúteo se desfaz e o próprio óvulo se desfaz. Com isto o LH e FSH aumentam. Agora, se a mulher engravidar o estrógeno e a progesterona vão aumentar e permanecerem altos durante toda a gestação.

Neste processo fisiológico normal o exercício em nada gera consequências, porém em condições anormais há interferências. Atletas, que treinam com grandes volumes e intensidades elevavam o percentual de gordura a níveis muito baixos e não menstruam. Chama-se amenorreia atlética. Por quê?  O processo de esterificação é um mecanismo químico que o organismo faz de determinados lípides. Nós precisamos de colesterol para formar estrógeno, progesterona e testosterona que são hormônios esteroides, ou seja, se não tivermos colesterol em nível adequado não formamos hormônio esteroide. Uma mulher muito magra vai ter a supressão da elevação de estrógeno e progesterona, pois não tem colesterol em nível adequado circulando. E aí ela para de menstruar. A consequência é a osteopenia (fragilidade óssea) porque o estrógeno tem relação com a mineralidade óssea. A grande maioria das atletas de fundo são amenorreicas.
No homem a fisiologia endócrina gonadal é simples. Não tem muita flutuação. O LH e FSH estimulam o testículo a produzir os espermatozoides e, além disso, as células de leigh vão produzir testosterona. A primeira diferença é que as células germinativas no caso os espermatozoides são continuamente produzidos ao longo da vida sexual do homem, claro que há uma diminuição com a idade. O homem não nasce com um número fixo de células germinativas como nasce a mulher. Uma mulher de 32 anos tem um óvulo de 32 anos; um homem de 32 anos tem espermatozoide de 48 horas. A célula germinativa da mulher tem a sua idade; no homem tem 48 horas.
Chegamos à testosterona, como é um hormônio esteroide precisa de colesterol para sintetizar. E ele tem uma função anabólica fundamental: trabalho junto com o hormônio do crescimento para estimular a síntese proteica resultando ganho de massa muscular. A relação com o exercício é simples. Quanto mais intenso o exercício maior é a secreção de testosterona e maior o nível de testosterona. E isto justifica o ganho de massa muscular com o exercício de alta intensidade.


Quadro comparativo supra fisiológico de testosterona

HOMEM
MULHER

Maior massa muscular
Mais força e potência
Maior massa muscular
Mais força e potência
Curto-prazo
Menos pelos
Aumento de voz
Ginecomastia
Diminuição espermatogênese
Amenorreia
Aumento de pelos
Diminuição da voz
Atrofia mamária
Hipertrofia clitoriana

Médio-prazo
 Esterilidade
Impotência
Perda da libido

Esterilidade
Impotência
Perda da libido
Longo-prazo
Neoplasia hepática e prostática
Neoplasia ovário, útero e mama
      
SEXO
São 5 fases: Excitação, ereção, penetração, orgasmo e resolução.
Excitação e ereção dependem do aumento da atividade parassimpática envolvendo a acetilcolina que vai produzir a dilatação da artéria peniana e artéria clitoriana que são análogas levando a ereção. E a contração da veia peniana e da veia clitoriana que são análogas. Temos a vaso dilatação da artéria e a vaso constrição da veia garantindo o fluxo e evitando o refluxo. Acontece o intumescimento dos corpos cavernosos penianos e clitorianos que vão levar a ereção. Então é fundamental o aumento da atividade parassimpática. Se tivermos um aumento da atividade simpática, lembrando que esta atividade envolve adrenalina e noradrenalina temos a vasoconstrição da artéria peniana e da artéria clitoriana. Resultado: perde-se a ereção. O que se vê é que o estresse diminui a libido, por causa deste fenômeno. A fase seguinte é a penetração, com consumo de oxigênio muito baixo (14 ml/kg/min) e gasto calórico irrisório. O orgasmo dura alguns segundos a frequência cardíaca chega a 180 aproximadamente. A última etapa é a resolução: em função de toda esta atividade há um aumento da função simpática que media o aumento da frequência cardíaca, da contração muscular produzida pelo orgasmo e aumento da pressão arterial e aumento da dilatação das pupilas. Quando falamos em simpático tratamos de adrenalina e noradrenalina. Resultado: vasoconstrição e perda da ereção.
Curiosidades
Sexo na véspera de jogo competitivo não altera o desempenho, o gasto energético é muito baixo. Já foram feitos estudos neste sentido e nenhum marcador foi modificado.
Se o consumo de oxigênio é de 14ml/kg/min para pessoas saudáveis e isto é considerado baixo. Para cardiopatas é altíssimo, pois o seu consumo é próximo de 12ml/kg/min. Ou seja, cardiopatas devem abster-se de atividade sexual. 


TIREÓIDE TAXA METABÓLICA E EXERCÍCIO

TIREÓIDE TAXA METABÓLICA E EXERCÍCIO
A tireoide é uma glândula que fica atrás da traqueia, ela tem um formato de H(. Ela secreta dois hormônios, o T3 (triiodotironina) e o T4 (tetraiodotironina) ou tiroxina). Ele tem estes nomes pois são formados por dois aminoácidos tirosina e três agrupamentos iodetos. A função do T3 e T4 é a regulação da taxa metabólica. Aumentamos o catabolismo de gorduras, carbohidratos e proteínas; aumentamos a taxa de degradação do substrato energético, em especial gorduras. Sempre que aumentarmos o metabolismo, aumento o T3 e T4.
Uma doença que significa o aumento do T3 e T4 é o hipertireoidismo e a diminuição é o hipotireoidismo.
Hipertireoidismo: Há secreção maior do hormônio. Aumenta o metabolismo, maior a frequência cardíaca, maior a pressão arterial, aumenta a temperatura geral (rubor) e apresenta sudorese. Outra característica é a exoftalmia (olhos saltados) além de emagrecimento acentuado.
Hipotireoidismo: Há secreção menor do hormônio. Apresenta baixa taxa metabólica em consequência ganho de peso. Outras marcas: hipotensão e lapsos de memória. Na mulher a partir dos 40 anos são normais dosagens menores de T3 e T4. Com tendência para um progressivo hipotireoidismo.
Para a síntese do hormônio da tireoide precisamos de iodo. O Bócio é uma doença relacionada a falta de iodo, causando hipertrofia da tireoide. Na dieta desta pessoa estamos oferecendo pouco iodo e com isto a glândula começa a trabalhar mais. Hipertrofiando. O indivíduo inclina-se ao hipotireoidismo, ele produz menos T3 e T4. Doença hipotireoidea que hipertrofia a doença.
T3 e T4 e o exercício
Quando olhamos a resposta de T3 e T4 ao exercício temos um determinado nível destes hormônios ao longo do dia. Ao aplicarmos uma sessão de exercícios os níveis sobem e isto é lógico já que temos que aumentar a atividade metabólica. Então estimulamos o eixo hipotálamo-hipofisiário e vou secretar mais TRH mais TSH e finalmente mais T3 e T4. Ao interrompermos o exercício temos a queda dos níveis de T3 e T4, porém esta queda cai abaixo dos níveis normais. O que é mais curioso é que depois disto ela tem efeito rebote ou seja, ela sobe de novo para só então cair e estabilizar. Por que será que há queda abaixo dos níveis de normalidade no pós-exercício? Muito provavelmente para reconstituição de reserva energética. Gastei muito carbohidrato, proteína, lipídio há necessidade de repor estas reservas e uma das formas para fazer isto é diminuir T3 eT4, só que logo depois temos um segundo pico, claro que é menor que o primeiro. Este segundo pico tem relação com o aumento do metabolismo pós-exercício, necessário para o fenômeno de super adaptação ao treinamento. Onde vamos ganhar massa, ganhando reserva energética. E depois recupera. Isto é típico do exercício. É que o primeiro pico é tão mais alto quanto for à sessão de exercício.    


HIPÓFISE, HIPOTÁLAMO E EXERCÍCIO

HIPÓFISE, HIPOTÁLAMO E EXERCÍCIO
Conceito: Quando estudamos endocrinologia há um eixo de análise. O primeiro passo é a glândula, para haver secreção partimos de uma glândula. Esta secreção é o hormônio que age sobre uma célula-alvo e produz um efeito específico. Uma vez entendido este eixo: glândula – hormônio – célula - alvo – efeito, tenho que saber como ele é regulado. Quanto mais hormônio a glândula secretar menor vai ser a ativação sobre a glândula, há o efeito de inibição. Os níveis hormonais inibem a secreção glandular. Da mesma forma, quanto mais ativa tiver a célula-alvo e quanto mais efeito produzir mais inibição temos. Temos um mecanismo de retroalimentação negativa. Quanto mais ativa mais inativa ela será.
Quando pensamos em diferentes sistemas temos que lembrar que a glândula-mestra é o eixo hipotálamo-hipofisário. Mestra porque o hipotálamo está no encéfalo e na base dele está a hipófise. Divide-se em: eixo anterior (relaciona a hipófise com o hipotálamo por tratos neuronais) chama-se neurohipófise e adenohipófise (o sistema porta é o vascular).




Na neurohipófise os principais hormônios são: ocitocina e ADH.
Ocitocina: Qual a sua função? Uma é a contração uterina a outra é contração dos cornetos mamários para a ejeção de leite. Perto do parto duas coisas acontecem: dilatação e contração do colo do útero, os níveis de ocitocina começam a aumentar para estas funções.
ADH: Que é o hormônio antidiurético. Quando o corpo precisa reter água este hormônio é liberado na corrente sanguínea e age nos rins, na maior parte na alça de Henle para que a maior parte da água seja reabsorvida, evitando a sua excreção. Portando, a diurese fica mais concentrada, pois está menos diluída. Este é o mecanismo do organismo para evitar a perda excessiva de água e posteriormente a desidratação.
Na adenohipófise temos a relação com o hipotálamo pela via do sistema porta. Então temos uma série de hormônios sendo produzidos que vão ter ação na hipófise.
Hipotálamo
Hipófise
Periferia
TRH
TSH
T3 T4
GNRH
LH/FSH
Testosterona, progesterona, estrógeno
CRH
ACTH
Cortisol
GHRH
GH
X
Todos estes quatro hormônios tem RH no final, que significa hormônio da liberação. No caso do TRH é o hormônio da liberação da tirotrofina. Este TRH é secretado pelo hipotálamo e pelo sistema porta, chega à hipófise e estimula a hipófise a secretar TSH. O TSH vai estimular a tireoide que vai secretar o T3 e T4. E a função do T3 e T4 é regular o metabolismo.
O GNRH é o hormônio liberador das gonadotrofinas. Age sobre a hipófise para secretar as gonadotrofinas que são LH/FSH, hormônio luteinizante e hormônio folículo estimulante. Estes hormônios vão agir na periferia, no caso as gônadas para secretar testosterona, progesterona e estrógeno que são hormônios gonadais.
O CRH, hormônio da liberação da corticortrofina, que é o ACTH (adrenocorticotrófico) que é o hormônio do córtex da adrenalina. O ACTH vai estimular o córtex da suprarrenal a secretar cortisol.
O GHRH, hormônio da liberação do GH. A ação do GH é direta e sistêmica é diferente de outros hormônios que vão agir em uma glândula específica.
A Beta-endorfina é um hormônio hipotalâmico-hipofisiário que não pertence a este eixo. É uma molécula proteica formada a partir do ópio. É uma imensa molécula que é quebrada para formar a endorfina. A beta-endorfina é uma endorfina endógena. É um poderoso analgésico, euforizante e causador de sonolência.


Analgesia
Euforia
Sonolência
Morfina
   +++
     + 
       +
Heroína
      +
     +++
        -
Codeína
     ++
       0
       ++