sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Q,FC,VS

Q,FC,VS




FC
Regulação intrínseca
Nodo sinoatrial

Regulação extrínseca

Sistema nervoso  neurovegetativo
Simpático -enerva todo o músculo cardíaco
Hormônio liberado-adrenalina e noradrenalina
Aumenta FC
Parassimpático - enerva principalmente o nodo sinoatrial através do nervo vago
Hormônio lliberado-acetilcolina
Diminui FC

 Treinamento físico e FC
-Aumenta tônus vagal= bradicardia
-Redução da ação simpática
-Atletas tem menor esforço do músculo cardíaco  -volume sistólico maior

Volume sistólico

Regulação VS
Depende da pressão e do volume de sangue que chega ao coraçõa

Pré carga

Relacionado ao retorno venoso
Bomba muscular: contração do músculo estriado esquelético
Bomba respiratória: pulmão
Venoconstriçaõ: quanto maior constrição venosa maior retorno venoso

Obs;
Frank – Starling Quanto mais volume chegar ao coração ,maior será a distenção maior força de contração

Pós carga:

Determinada pela resistência vascular periférica (RVP)
-diretamente proporcional a viscosidade do sangue
-diretamente proporcional ao comprimento do vaso
-inversamente proporcional ao diâmetro do vaso(a quarta potencia)

O exercicio aumenta o VS através do
Aumento da  FC
Vasodilatação muscular
Aumento atividade simpática
Aumento da pré carga
Aumento da pós carga
Aumento das bombas muscular e respiratória
Aumento contração cardiaca


PÂNCREAS DIABETES E EXERCÍCIO

PÂNCREAS DIABETES E EXERCÍCIO
O pâncreas é tanto uma glândula exócrina quanto endócrina. As secreções exócrinas incluem enzimas digestivas e bicarbonato, os quais são secretados nos ductos que levam ao intestino delgado. Os hormônios liberados de grupos de células da porção endócrina do pâncreas denominado ilhotas de langerhans, incluem a insulina e o glucagon.
Insulina: é secretada das células beta das ilhotas de langerhans. É o hormônio mais importante durante o estado absortivo, quando nutrientes do intestino delgado estão entrando no sangue. A insulina estimula os tecidos a captar moléculas de nutrientes, como glicose e aminoácidos, e as armazenam sob a forma de glicogênio, proteínas e gorduras. Seu desempenho mais observável é na difusão facilitada de glicose através de membranas celulares. A ausência de insulina ocasiona uma alta concentração de glicose no plasma, uma vez que os tecidos não captam. Os níveis plasmáticos superiores de glicose podem superar a reabsorção nos rins e a glicose é eliminada na urina carregando enorme quantidade de água. Isto se chama diabetes mellitus. A secreção de insulina é influenciada por vários fatores: concentração plasmática de glicose, concentração plasmática de aminoácidos, estimulação nervosa simpática e parassimpática e inúmeros hormônios. A taxa de secreção de insulina depende do nível de estímulos excitatórios e inibitórios às células beta do pâncreas. A concentração sanguínea de glicose é uma fonte importante de estímulo que faz parte da retroalimentação negativa; à medida que a concentração de glicose aumenta (após a refeição), as células beta monitoram diretamente esse aumento e secretam insulina adicional para aumentar a captação tecidual de glicose. Esta captação aumentada reduz a concentração plasmática de glicose e a secreção de insulina é reduzida.
Glucagon: secretado pelas células alfa das ilhotas de langerhans exerce um efeito oposto ao da insulina. Sua secreção aumenta em resposta a uma baixa concentração plasmática de glicose, monitorada pelas células alfa. O glucagon estimula a mobilização tanto de glicose de reservas hepáticas quanto de ácidos graxos livres do tecido adiposo. A sua secreção também é influenciada pelo sistema nervoso simpático.
Diabetes
É uma doença caracterizada por uma deficiência absoluta (tipo1) o relativa (tipo 2) de insulina que produz hiperglicemia (aumento da concentração de glicose no sangue). O diabete tipo 1, insulino-dependente, manifesta-se principalmente em indivíduos jovens e está associado a infecções virais. Os sintomas de advertência são: micção frequente, sede exagerada, fome extrema, perda rápida de peso, fraqueza, fadiga, irritabilidade, náusea e vômito. Como os do tipo 1 não produzem insulina, eles dependem da insulina exógena (injetável) para manter a glicemia dentro dos parâmetros normais. O diabete tipo 2 desenvolve-se mais lentamente e mais tarde na vida. Representa 90% a 95% de todos os diabetes e está ligada principalmente a obesidade androide. O aumento da massa de tecido adiposo acarreta resistência à insulina, a qual esta disponível em níveis normais no corpo. O tratamento do diabético tipo 2 inclui dieta e exercício.
Diabetes e o exercício
O exercício aumenta a velocidade à medida que a glicose é captada no sangue. Desta forma, o exercício tem sido visto como útil no tratamento para regular a glicemia do diabético. No entanto, o efeito benéfico do exercício depende do controle da sua glicemia antes de iniciar o exercício. A falta de insulina causa a cetose, uma acidose metabólica resultante do acúmulo de quantidade grande de corpos cetônicos. O diabético tipo 1 que estava controlado apresenta diminuição de glicemia em direção a valores normais durante o exercício, sugerindo melhor controle. Por outro lado, os diabéticos tipo 1 que não injetaram quantidade adequada de insulina antes do exercício apresentam aumento da glicemia. Por que houve esta diferença? O diabético controlado possui insulina suficiente, de modo que a glicose pode ser captada pelo músculo durante o exercício e neutralizar o aumento normal da liberação da glicose pelo fígado devido à ação de catecolaminas e glucagon. Em contraste, o diabético com insulina insuficiente apresenta apenas um pequeno aumento da utilização da glicose pelo músculo, mas apresenta aumento normal da liberação de glicose do fígado. Isso, é claro, causa uma elevação da glicemia acarretando hiperglicemia. Se um diabético insulino-dependente iniciar o exercício com excesso de insulina, a velocidade com que a glicose plasmática é utilizada pelo músculo será acelerada, enquanto a liberação de glicose do fígado diminuirá. Isso causa uma resposta hipoglicêmica muito perigosa. Esta informação é crucial pra a prescrição de exercícios a diabéticos.
Diabetes tipo 1
A principal preocupação quando o exercício é prescrito para o diabético tipo 1 é evitar a hipoglicemia. Isso é possível por meio de um rigoroso auto-monitoramento da glicemia antes, durante e após o exercício, e da variação da ingestão de carboidratos e da quantidade de insulina dependendo da intensidade e da duração do exercício e da aptidão física do indivíduo.
Referência bioenergética antes da atividade física:
·   Evitar atividade física se a glicemia de jejum for maior que 250mg/dl e a cetose estiver presente.
·   Ter cautela se a glicemia for maior que 300mg/dl sem cetose.
·   Monitorar a glicemia antes e após a atividade.
·   Identificar quando houver necessidade de alterações de insulina ou de ingestão alimentar
·   Aprender com a glicemia responde a diferentes tipos de atividade física.
·   Consumir mais carbohidrato conforme a necessidade para evitar a hipoglicemia.
·   Alimentos a base de carbohidrato devem estar prontamente disponíveis durante e após a atividade física.
Diabetes tipo 2
Os diabéticos tipo 2 não apresentam a mesma flutuação da glicemia durante o exercício como os diabéticos tipo 1. Entretanto, aqueles que utilizam medicamento oral para estimular a secreção de insulina podem ter que diminuir a dosagem para manter uma glicemia normal (100). Prescreve-se: melhorar o VO2 máximo, atividade aeróbia dinâmica realizada a 50%-90% da frequência cardíaca, durante 20 a 60 minutos, quatro a sete vezes por semana; treino de força é recomendado, a frequência deve ser de quatro a sete vezes por semana para promover o aumento sustentado da sensibilidade à insulina e favorecer a redução e a manutenção do peso. Os indivíduos devem se esforçar para despender um mínimo de 1000 kcal por semana com todas as atividades físicas.       


GÔNADAS E EXERCÍCIO

GÔNADAS E EXERCÍCIO
Sempre lembrando que as gônadas são influenciadas por LH/FSH. São hormônios hipofisários. A hipófise é estimulada pelo GNRH que é o hormônio de liberação das gonadotrofinas que é hipotalâmico. Aqui diferente das outras glândulas temos duas gônadas que são os testículos e ovários.
No homem a secreção de LH/FSH é mais estável. Ela tem pouca variação dia-dia, hora a hora. Em compensação a secreção de LH/FSH na mulher é pulsátil, temos pulsos de hormônio, significa que a cada momento temos flutuações. Isto gera na mulher uma ciclagem hormonal que não existe no homem.
Na mulher o ciclo hormonal normal é de 28 dias. Logo no início do ciclo temos um aumento do LH/FSH que estimula a formação de folículo. Estes pulsos de LH/FSH vão estimular a maturação folicular e em consequência a maturação do óvulo. Quando o folículo começa a crescer ele começa a produzir estrógeno que vai aumentar e inibir o LH e FSH. O estrógeno funciona induzindo a angiogênese. O folículo depois de suficientemente aumentado ele rompe e cai a secreção de estrógeno. Vamos liberar o eixo hipotálamo-hipofisário que estava sendo inibido pelo estrógeno e aí temos um pico de LH/FSH. De 16 a 24 horas após o pico vai haver o desprendimento do óvulo do interior do folículo, fenômeno chamado de ovulação no décimo quarto dia. Após, o líquido intracelular que também sai junto com o óvulo e assume função secretória formando o corpo lúteo. Este corpo vai secretar a progesterona e esta que vinha baixa vai aumentar, o estrógeno que caiu volta a subir e temos a elevação tanto de estrógeno como progesterona e neste caso LH/FSH permanecem baixos. O estrógeno e progesterona estão altos porque a menina acabou de ovular e a função dos dois é manter o óvulo viável por até 72 horas, tempo para a fecundação. Após este tempo ele começa a degenerar, se o óvulo não for fecundado todo o processo secretório entra em falência e tudo volta aos níveis de normalidade. Os estímulos se perdem e a secreção de estrógeno e progesterona cai, o corpo lúteo se desfaz e o próprio óvulo se desfaz. Com isto o LH e FSH aumentam. Agora, se a mulher engravidar o estrógeno e a progesterona vão aumentar e permanecerem altos durante toda a gestação.

Neste processo fisiológico normal o exercício em nada gera consequências, porém em condições anormais há interferências. Atletas, que treinam com grandes volumes e intensidades elevavam o percentual de gordura a níveis muito baixos e não menstruam. Chama-se amenorreia atlética. Por quê?  O processo de esterificação é um mecanismo químico que o organismo faz de determinados lípides. Nós precisamos de colesterol para formar estrógeno, progesterona e testosterona que são hormônios esteroides, ou seja, se não tivermos colesterol em nível adequado não formamos hormônio esteroide. Uma mulher muito magra vai ter a supressão da elevação de estrógeno e progesterona, pois não tem colesterol em nível adequado circulando. E aí ela para de menstruar. A consequência é a osteopenia (fragilidade óssea) porque o estrógeno tem relação com a mineralidade óssea. A grande maioria das atletas de fundo são amenorreicas.
No homem a fisiologia endócrina gonadal é simples. Não tem muita flutuação. O LH e FSH estimulam o testículo a produzir os espermatozoides e, além disso, as células de leigh vão produzir testosterona. A primeira diferença é que as células germinativas no caso os espermatozoides são continuamente produzidos ao longo da vida sexual do homem, claro que há uma diminuição com a idade. O homem não nasce com um número fixo de células germinativas como nasce a mulher. Uma mulher de 32 anos tem um óvulo de 32 anos; um homem de 32 anos tem espermatozoide de 48 horas. A célula germinativa da mulher tem a sua idade; no homem tem 48 horas.
Chegamos à testosterona, como é um hormônio esteroide precisa de colesterol para sintetizar. E ele tem uma função anabólica fundamental: trabalho junto com o hormônio do crescimento para estimular a síntese proteica resultando ganho de massa muscular. A relação com o exercício é simples. Quanto mais intenso o exercício maior é a secreção de testosterona e maior o nível de testosterona. E isto justifica o ganho de massa muscular com o exercício de alta intensidade.


Quadro comparativo supra fisiológico de testosterona

HOMEM
MULHER

Maior massa muscular
Mais força e potência
Maior massa muscular
Mais força e potência
Curto-prazo
Menos pelos
Aumento de voz
Ginecomastia
Diminuição espermatogênese
Amenorreia
Aumento de pelos
Diminuição da voz
Atrofia mamária
Hipertrofia clitoriana

Médio-prazo
 Esterilidade
Impotência
Perda da libido

Esterilidade
Impotência
Perda da libido
Longo-prazo
Neoplasia hepática e prostática
Neoplasia ovário, útero e mama
      
SEXO
São 5 fases: Excitação, ereção, penetração, orgasmo e resolução.
Excitação e ereção dependem do aumento da atividade parassimpática envolvendo a acetilcolina que vai produzir a dilatação da artéria peniana e artéria clitoriana que são análogas levando a ereção. E a contração da veia peniana e da veia clitoriana que são análogas. Temos a vaso dilatação da artéria e a vaso constrição da veia garantindo o fluxo e evitando o refluxo. Acontece o intumescimento dos corpos cavernosos penianos e clitorianos que vão levar a ereção. Então é fundamental o aumento da atividade parassimpática. Se tivermos um aumento da atividade simpática, lembrando que esta atividade envolve adrenalina e noradrenalina temos a vasoconstrição da artéria peniana e da artéria clitoriana. Resultado: perde-se a ereção. O que se vê é que o estresse diminui a libido, por causa deste fenômeno. A fase seguinte é a penetração, com consumo de oxigênio muito baixo (14 ml/kg/min) e gasto calórico irrisório. O orgasmo dura alguns segundos a frequência cardíaca chega a 180 aproximadamente. A última etapa é a resolução: em função de toda esta atividade há um aumento da função simpática que media o aumento da frequência cardíaca, da contração muscular produzida pelo orgasmo e aumento da pressão arterial e aumento da dilatação das pupilas. Quando falamos em simpático tratamos de adrenalina e noradrenalina. Resultado: vasoconstrição e perda da ereção.
Curiosidades
Sexo na véspera de jogo competitivo não altera o desempenho, o gasto energético é muito baixo. Já foram feitos estudos neste sentido e nenhum marcador foi modificado.
Se o consumo de oxigênio é de 14ml/kg/min para pessoas saudáveis e isto é considerado baixo. Para cardiopatas é altíssimo, pois o seu consumo é próximo de 12ml/kg/min. Ou seja, cardiopatas devem abster-se de atividade sexual. 


TIREÓIDE TAXA METABÓLICA E EXERCÍCIO

TIREÓIDE TAXA METABÓLICA E EXERCÍCIO
A tireoide é uma glândula que fica atrás da traqueia, ela tem um formato de H(. Ela secreta dois hormônios, o T3 (triiodotironina) e o T4 (tetraiodotironina) ou tiroxina). Ele tem estes nomes pois são formados por dois aminoácidos tirosina e três agrupamentos iodetos. A função do T3 e T4 é a regulação da taxa metabólica. Aumentamos o catabolismo de gorduras, carbohidratos e proteínas; aumentamos a taxa de degradação do substrato energético, em especial gorduras. Sempre que aumentarmos o metabolismo, aumento o T3 e T4.
Uma doença que significa o aumento do T3 e T4 é o hipertireoidismo e a diminuição é o hipotireoidismo.
Hipertireoidismo: Há secreção maior do hormônio. Aumenta o metabolismo, maior a frequência cardíaca, maior a pressão arterial, aumenta a temperatura geral (rubor) e apresenta sudorese. Outra característica é a exoftalmia (olhos saltados) além de emagrecimento acentuado.
Hipotireoidismo: Há secreção menor do hormônio. Apresenta baixa taxa metabólica em consequência ganho de peso. Outras marcas: hipotensão e lapsos de memória. Na mulher a partir dos 40 anos são normais dosagens menores de T3 e T4. Com tendência para um progressivo hipotireoidismo.
Para a síntese do hormônio da tireoide precisamos de iodo. O Bócio é uma doença relacionada a falta de iodo, causando hipertrofia da tireoide. Na dieta desta pessoa estamos oferecendo pouco iodo e com isto a glândula começa a trabalhar mais. Hipertrofiando. O indivíduo inclina-se ao hipotireoidismo, ele produz menos T3 e T4. Doença hipotireoidea que hipertrofia a doença.
T3 e T4 e o exercício
Quando olhamos a resposta de T3 e T4 ao exercício temos um determinado nível destes hormônios ao longo do dia. Ao aplicarmos uma sessão de exercícios os níveis sobem e isto é lógico já que temos que aumentar a atividade metabólica. Então estimulamos o eixo hipotálamo-hipofisiário e vou secretar mais TRH mais TSH e finalmente mais T3 e T4. Ao interrompermos o exercício temos a queda dos níveis de T3 e T4, porém esta queda cai abaixo dos níveis normais. O que é mais curioso é que depois disto ela tem efeito rebote ou seja, ela sobe de novo para só então cair e estabilizar. Por que será que há queda abaixo dos níveis de normalidade no pós-exercício? Muito provavelmente para reconstituição de reserva energética. Gastei muito carbohidrato, proteína, lipídio há necessidade de repor estas reservas e uma das formas para fazer isto é diminuir T3 eT4, só que logo depois temos um segundo pico, claro que é menor que o primeiro. Este segundo pico tem relação com o aumento do metabolismo pós-exercício, necessário para o fenômeno de super adaptação ao treinamento. Onde vamos ganhar massa, ganhando reserva energética. E depois recupera. Isto é típico do exercício. É que o primeiro pico é tão mais alto quanto for à sessão de exercício.    


HIPÓFISE, HIPOTÁLAMO E EXERCÍCIO

HIPÓFISE, HIPOTÁLAMO E EXERCÍCIO
Conceito: Quando estudamos endocrinologia há um eixo de análise. O primeiro passo é a glândula, para haver secreção partimos de uma glândula. Esta secreção é o hormônio que age sobre uma célula-alvo e produz um efeito específico. Uma vez entendido este eixo: glândula – hormônio – célula - alvo – efeito, tenho que saber como ele é regulado. Quanto mais hormônio a glândula secretar menor vai ser a ativação sobre a glândula, há o efeito de inibição. Os níveis hormonais inibem a secreção glandular. Da mesma forma, quanto mais ativa tiver a célula-alvo e quanto mais efeito produzir mais inibição temos. Temos um mecanismo de retroalimentação negativa. Quanto mais ativa mais inativa ela será.
Quando pensamos em diferentes sistemas temos que lembrar que a glândula-mestra é o eixo hipotálamo-hipofisário. Mestra porque o hipotálamo está no encéfalo e na base dele está a hipófise. Divide-se em: eixo anterior (relaciona a hipófise com o hipotálamo por tratos neuronais) chama-se neurohipófise e adenohipófise (o sistema porta é o vascular).




Na neurohipófise os principais hormônios são: ocitocina e ADH.
Ocitocina: Qual a sua função? Uma é a contração uterina a outra é contração dos cornetos mamários para a ejeção de leite. Perto do parto duas coisas acontecem: dilatação e contração do colo do útero, os níveis de ocitocina começam a aumentar para estas funções.
ADH: Que é o hormônio antidiurético. Quando o corpo precisa reter água este hormônio é liberado na corrente sanguínea e age nos rins, na maior parte na alça de Henle para que a maior parte da água seja reabsorvida, evitando a sua excreção. Portando, a diurese fica mais concentrada, pois está menos diluída. Este é o mecanismo do organismo para evitar a perda excessiva de água e posteriormente a desidratação.
Na adenohipófise temos a relação com o hipotálamo pela via do sistema porta. Então temos uma série de hormônios sendo produzidos que vão ter ação na hipófise.
Hipotálamo
Hipófise
Periferia
TRH
TSH
T3 T4
GNRH
LH/FSH
Testosterona, progesterona, estrógeno
CRH
ACTH
Cortisol
GHRH
GH
X
Todos estes quatro hormônios tem RH no final, que significa hormônio da liberação. No caso do TRH é o hormônio da liberação da tirotrofina. Este TRH é secretado pelo hipotálamo e pelo sistema porta, chega à hipófise e estimula a hipófise a secretar TSH. O TSH vai estimular a tireoide que vai secretar o T3 e T4. E a função do T3 e T4 é regular o metabolismo.
O GNRH é o hormônio liberador das gonadotrofinas. Age sobre a hipófise para secretar as gonadotrofinas que são LH/FSH, hormônio luteinizante e hormônio folículo estimulante. Estes hormônios vão agir na periferia, no caso as gônadas para secretar testosterona, progesterona e estrógeno que são hormônios gonadais.
O CRH, hormônio da liberação da corticortrofina, que é o ACTH (adrenocorticotrófico) que é o hormônio do córtex da adrenalina. O ACTH vai estimular o córtex da suprarrenal a secretar cortisol.
O GHRH, hormônio da liberação do GH. A ação do GH é direta e sistêmica é diferente de outros hormônios que vão agir em uma glândula específica.
A Beta-endorfina é um hormônio hipotalâmico-hipofisiário que não pertence a este eixo. É uma molécula proteica formada a partir do ópio. É uma imensa molécula que é quebrada para formar a endorfina. A beta-endorfina é uma endorfina endógena. É um poderoso analgésico, euforizante e causador de sonolência.


Analgesia
Euforia
Sonolência
Morfina
   +++
     + 
       +
Heroína
      +
     +++
        -
Codeína
     ++
       0
       ++ 


HISTOFISIOLOGIA NEUROMUSCULAR E CONTROLE MOTOR

HISTOFISIOLOGIA NEUROMUSCULAR
O processo de CONTRAÇÃO MUSCULAR ocorre da seguinte forma: primeiro é indispensável o potencial de ação (PA) que vai se propagar por uma fibra nervosa  chegando até a fibra muscular. Neste local temos a fenda sináptica onde temos vesículas de neurotransmissores (acetilcolina). Esta acetilcolina é liberada após a ativação para a fenda sináptica onde temos o líquido intersticial que separa o motoneurônio da fibra muscular e temos receptores de acetilcolina, onde ela vai se ligar. No momento que acetilcolina se liga ao receptor ela dispara PAs pela fibra muscular essencialmente por estruturas tubulares chamadas túbulos T, junto a esses túbulos têm vesículas que são chamados retículos sarcoplasmáticos, que contém cálcio. Este cálcio precisa ser compartimentado, pois é tóxico, agressivo. E faz isto em vesículas dentro da própria célula. Quando o (PA) se propaga tenho a liberação de cálcio em quantidades limitadas. Este cálcio sai do retículo e vai para o sarcoplasma, que é o citoplasma do sarcômero constituído de filamento fino e grosso. No filamento fino encontramos uma proteína que é a actina, enovelada nela temos a troponina e sobre esta a tropomiosina. O filamento grosso é formado essencialmente pela miosina. Na etapa posterior o cálcio é liberado, ele se liga a troponina (apresenta alta afinidade com o cálcio) quando se liga a proteína muda a configuração espacial. Como a troponina está ligada a tropomiosina ela muda também a estrutura espacial da tropomiosina e a consequência é quando o cálcio ligar, deslocar a troponina, deslocar a tropomiosina vai aparecer uma série de sítios de ligação que com os filamentos expostos se ligam formando as chamadas pontes cruzadas. Na cabeça da meromiosina (filamento grosso) temos ATP, quando se liga, hidroliza o ATP liberando energia. Com isto aparecem as bandas Zs que com o encurtamento do sarcômero que está entre as bandas Zs temos a diminuição do espaço aproximando mais a banda Z do filamento grosso. Resultado: sarcômero encurtado, contraído e o espaço desaparecem entre as bandas. Consequência: contração muscular.


CONTROLE MOTOR

O sistema nervoso possui motoneurôneos que supervisionam os músculos para realização de movimentos. Uma unidade motora é constituída por um motoneurônio e as fibras musculares inervadas por ele. Grupamentos musculares que possuem grandes unidades motoras (um motoneurôneo inervando muitas células) proporcionam gestos motores com menor precisão, como o quadríceps. Já os músculos que possuem pequenas unidades motoras (um motoneurônio inervando poucas células), proporcionam movimentos com maior precisão como os músculos dos olhos
Níveis do controle motor
1 Voluntário
2 Automático
3 Involuntário

Movimento Voluntário

Esse tipo de movimento, no qual a produção e execução do movimento são planejadas de forma consciente e controladas, é dividido em três níveis: programação, resolução e execução. A ativação da zona pré-motora, que planeja o gesto, desencadeia um potencial de ação para o córtex sensório-motor que envia o comando para o tálamo, daí para os núcleos da base, onde há divergência do sinal do cerebelo e para o tronco cerebral, seguindo para a medula, de onde parte para o músculo, via motoneurôneo, iniciando a contração muscular. Posteriormente, estímulos sensoriais chegam ao cerebelo, informando sobre a execução do movimento. No cerebelo, há encontro de informações sobre a ação motora idealizada e realizada. É feito uma comparação entre elas e o resultado é enviado para o córtex sensório-motor, que corrige o movimento, a fim de torna-lo mais preciso. Para executar um gesto são realizadas milhares de correções, e a precisão das correções aumenta com a experiência na execução do gesto. 

Movimento Automático

Tal movimento é coordenado a partir da área motora e ocorre quando os movimentos já foram muito aperfeiçoados, não necessitando de planejamento para serem realizados. Por exemplo, a marcha do bebê, inicialmente, é voluntária, depois se torna automática e sofisticada. O mesmo acontece com a fala e a escrita. Quando o gesto motor é estruturado e automatizado, constitui um programa motor ou engrama: uma via neuromuscular que, uma vez estimulada, se repete automaticamente. Assim, sempre que o indivíduo desejar realizar essa ação motora, ela será reproduzida da mesma forma. Um exemplo é o ato de escrever, depois que se aprende a escrever não é modificada mais a forma da escrita uma vez que se criou um programa motor e ele é usado automaticamente. Quanto mais experiências e habilidades motoras o indivíduo possuir, maior será seu vocabulário motor, sendo mais rápido e fácil seu processo de aprendizagem de gestos ou de esportes.

Movimento involuntário

Este movimento, diferente dos outros, não necessita de controle cortical, pois ocorre ao nível medular. São movimentos reflexos divididos em três tipos: reflexo miotático, reflexo miotático inverso e reflexo flexor.

Reflexo miotático
Depende de um órgão sensorial chamado fuso-muscular, sensível ao estiramento do músculo que é uma célula muscular modificada, localizada em paralelo às outras células musculares no ventre muscular. Os sarcômeros do fuso muscular ficam localizados em suas extremidades, e é inervado pela fibra gama que provoca a contração dos sarcômeros estirando o órgão sensorial. Quando o músculo é estirado, o fuso envia potenciais de ação por uma fibra sensorial até o H medular, onde ela faz a sinapse que ativa o motoneurônio alfa que inerva o músculo estirado, provocando a sua contração. O controle tônico postural é mantido pelo reflexo miotático, já que as suas variações posturais ativam grupos musculares de forma compensatória para manter a postura.
Reflexo patelar: a percussão do tendão patelar gera um pequeno estiramento no quadríceps, ativando o fuso muscular deste musculo, que provoca a sua contração. Este teste é um índice de atividade reflexa miotática e pode ser usado como diagnostico de hipotonia – não responde a percussão – ou hipertonia – tem resposta exacerbada. Observe a figura:






Reflexo miotático e o rendimento físico: realizar uma ação contra movimento, antes do gesto que deseja executar, provoca o estiramento dos grupamentos musculares que serão utilizados para o gesto, ativando o reflexo miotático. Assim através do somatório dos estímulos involuntário e voluntário o recrutamento de células musculares aumenta, bem como a geração de força no gesto. Agachar-se antes de saltar ou flexionar o cotovelo antes de lançar um objeto são exemplos de ações contra movimento.
Reflexo miotático inverso
Depende do órgão tendinoso de golgi, uma terminação nervosa livre encapsulada, localizada no tendão do músculo e sensível a tensão muscular, Quando ativado pela tensão muscular, o OTG, emite um potencial de ação por uma fibra sensorial até o H medular que realiza duas sinapses: uma com um interneurônio inibitório, que irá inibir o motoneurônio alfa, que inerva o musculo tensionado (agonista); e outra com interneurônio excitatório, que irá excitar o motoneurônio alfa que inerva o músculo antagonista. Dessa forma, ocorre um relaxamento do agonista – para protegê-lo de possíveis lesões – e uma contração do antagonista. Um exemplo para este tipo de reflexo é a queda de braço: quando certo grau de ação muscular é atingido, os músculos agonistas relaxam e os antagonistas contraem, provocando a queda do braço do indivíduo derrotado.



 
Diferenças entre reflexo miotático e reflexo miotático inverso: o estiramento da musculatura ativa o reflexo miotático provocando a contração dos músculos estirados, retornando a posição inicial. Porém, quando o entorse for severo, a tensão da musculatura aumenta muito, podendo rompê-la. Assim o reflexo miotático inverso é ativado, relaxando a musculatura e provocando a queda do individuo.
Reflexo flexor
É ativado por um estímulo nociceptivo, que atinge as terminações nervosas livres subcutâneas, as quais geram um potencial de ação até o H medular, onde ocorre sinapses ipsilaterais e contralaterais ao estímulo nociceptivo. No mesmo lado do estímulo, a fibra sensorial faz uma sinapse com um interneurônio excitatório, que estimula o motoneuronio alfa do músculo flexor – levando à retirada do segmento agredido - , e uma sinapse com interneurônio inibitório, que inibi o motoneurônio alfa do músculo extensor, relaxando-o. Simultaneamente, a fibra sensorial cruza o H medular e realiza o processo inverso do outro lado, gerando contração dos músculos extensores e relaxamento dos flexores contralaterais ao estímulo.



 


CRITICA DO FILME MUITO ALÉM DO PESO

MUITO ALÉM DO PESO

O documentário aborda uma verdadeira pandemia mundial de obesidade infantil presente contemporaneamente na sociedade. De forma dramática e pioneiramente na história social verifica-se sintomas de patologias adultas em crianças. Como o diabete tipo dois, artrite, hipertensão, depressão, entre outras.                 Seus realizadores discutem a participação e responsabilidade do setor público, a omissão, ignorância ou mesmo inabilidade dos pais, a cumplicidade escolar e notadamente peças publicitárias bombardeando o dia-a-dia dos indivíduos instigando ao consumo desmedido de lanches rápidos e derivados.
A produção discorre admiravelmente tópicos relevantes nas estratégias de caráter político e financeiro que envolve a temática do excesso de gordura nas crianças. Com criticidade argumenta o poder maiúsculo e criminosamente inescrupuloso dos fabricantes alimentícios e de bebidas subsidiados em medidas governamentais que tornam a população condicionada ao consumo e refém desses grandes grupos. Sustenta a controvérsia dos comerciais televisivos direcionados implacavelmente e sem regulamentação (onde não impera o bom senso) ao universo infantil. Informa o desconhecimento a cerca de hábitos alimentares comprometidos com a saúde associado à oferta descontrolada de nutrição industrializada diuturnamente sendo consumidos na escola. Defende o absoluto descalabro da segurança institucional indispensáveis para as práticas corporais em praças e logradouros de forma que cause menos sobressaltos. Destaca o número estarrecedor de horas dispensado ao audiovisual, TV, computador em detrimento às tarefas de maior motricidade. Além dos inerentes obstáculos do mundo moderno impossibilitando comportamentos vinculados ao bem-estar.
Alguns flagrantes desse trabalho corroboram emblematicamente para o estado geral que vivemos. E algumas perguntas são indispensáveis. Como explicar que na América morre-se mais de AVC e infarto que homicídios ou acidentes de trânsito? Faz sentido que crianças de 7,8, 11 anos desconheçam o que é um simples abacate? Por que trocamos a “babá eletrônica” pelo nosso engajamento verdadeiro com a formação de nossos filhos? O que está por trás do vínculo Mc Donald e o governo quando este concede o título de parceiro da saúde? Por que o Mc Donald é o maior vendedor de jogos do mundo e oferece brinquedinhos coloridos em seus espaços? Indagações oportunas, questionamentos que permite a reflexão.
Além disso, vejamos algumas estatísticas: 33,5 % das crianças no Brasil sofrem de sobrepeso, 56% bebem refrigerantes antes de completar um ano de idade, 5 horas/dia é o tempo médio diante da TV para uma criança brasileira, 51 kg de açúcar consumimos em média porá ano. Dados categóricos da realidade nacional e do planeta ilustrados no documentário.
O filme é um “arrasa quarteirão” em nossas consciências. Ele ambiciona desenvolver que enxerguemos além do mundo “ideal, idílico e globalizado”. Raciocínio cimentado na produtividade ilimitada, à indispensabilidade das coisas práticas e ausência de tempo para tudo. Isso atinge a cultura alimentar numa sequência a saúde geral, mas sempre ladinamente com o paladar apurado das “portas abertas da longevidade” que a bebida adocicada simboliza.
E o Professor de Educação Física com isso. Ele identifica-se com o tema? É da sua responsabilidade? O que ele pode fazer?
Pode colaborar muito. O enfoque central é que atividade física protagoniza como agente decisivo na guerra contra a obesidade infantil e a partir do levantamento dos alunos com base multidisciplinar apoiado por corpo técnico de nutricionistas desenvolverem ativamente métodos no enfrentamento da epidemia.
As escolas, por sua vez, devem capitanear de forma importantíssima no desenvolvimento pela informação e consciência do aluno na interação com o exercício e a saúde nas aulas predominantemente na primeira infância. E o personagem principal para efetiva realização do plano é o educador físico.
Como programa de ensino as atividades devem desconsiderar aspectos muito elaborados, ver o exemplo das orientações táticas nos esportes coletivos e até mesmo conteúdos de natureza competitiva. A condução priorizando tarefas recreativas, explorando o conhecimento da diversidade de estilos e práticas atinge o propósito de estimular na criança o prazer pela educação física. O divertimento imperando, o gesto calórico é consequência imediata. A criança precisa rolar, pular, saltar, correr vivenciando ao máximo um espectro amplo de movimentos. Isso conecta sentidos aos pequenos no entendimento no que proporciona a eles bem-estar.
Esta categoria de realização cinematográfica oferece material de relevo a estudiosos, acadêmicos, público médio, educadores físicos ou não para questionamentos e conjecturas. Pensando muito além do peso, ou quem sabe, além disso, o céu seja o limite.